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Obras editadas

Novos Princípios de Economia Política

Jean-Charles Léonard Simonde de Sismondi

Novos Princípios de Economia Política (1819-1827)

Tradução de Fani Goldfarb Figueira

"Sismondi teve a profunda sensibilidade de ver que a produção capitalista é contraditória; que, por um lado, suas formas, suas condições de produção, estimulam o desenvolvimento desenfreado das forças produtivas e da riqueza; que, por outro, essas condições são determinadas; que suas contradições entre valor de uso e valor de troca, entre mercadoria e dinheiro, compra e venda, produção e consumo, capital e trabalho assalariado etc. assumem dimensões tanto maiores quanto mais se desenvolvem as forças produtivas.

Ele detecta a contradição fundamental: de um lado existe o desenvolvimento desenfreado das forças produtivas e o aumento da riqueza, que, ao mesmo tempo, é constituída de mercadorias e tem de ser transformada em dinheiro; que, de outro, constitui a base da limitação da massa de produtores restrita à produção dos gêneros essenciais. Por isso, para ele as crises não são meros acasos, como em Ricardo, mas, ao contrário, são essencialmente a expressão de contradições imanentes que, em grande escala, ocorrem em determinados períodos.

A partir daí ele vacila constantemente: não sabe se as forças produtivas devem ser controladas pelo Estado a fim de ajustá-las às condições de produção, ou se devem ser fixadas as condições de produção a fim de ajustá-las às forças produtivas. Volta, dessa maneira, frequentemente para o passado; torna-se o laudator temporis acti; por meio de outras regulamentações, também procura eliminar as contradições existentes no rendimento em relação ao capital ou na distribuição em relação à produção, não compreendendo que as relações de distribuição em relação à produção sub alia specie.

Ele ajuíza corretamente as contradições da produção burguesa, mas não as compreende; por isso também não compreende o processo de sua dissolução. A base em que ele se apoia é de fato a suspeita de que às forças produtivas desenvolvidas no seio da sociedade capitalista, condições materiais e sociais da criação da riqueza, devem corresponder novas formas de apropriação dessa riqueza; que as formas burguesas de apropriação dessa riqueza são formas transitórias e contraditórias, nas quais a riqueza apenas adquire existência contraditória e sempre se manifesta como seu oposto. A riqueza sempre tem por pressuposto a pobreza, e só se desenvolve na medida em que promove a pobreza."

Karl Marx

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